sábado, 26 de junho de 2010

A CIDADE

Disseste: “Irei à outra terra, irei à outro mar. / Outra cidade há de haver melhor que esta. / Cada esforço meu é uma condenação já ditada; / E meu coração está – como um morto – enterrado. / Até quando ficará minh’alma nesta melancolia? / Para onde quer que olhe, / vejo aqui as negras ruínas de minha vida, / onde passei tantos anos que arruinei e perdi.” / Não haverá novas terras, não verás outros mares. / A Cidade te seguirá.Vagarás pelas mesmas / ruas. E nos mesmos bairros envelhecerás; / E entre as mesmas paredes irás encanecendo. / Sempre chegarás a esta Cidade. Para outra terra – não esperes – não tens barco, não há caminho. / Como arruinaste aqui a tua vida, / neste pequeno recanto, assim / em toda a Terra a puseste a perder. (Kavafi

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