quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Gabrieli de Cinque, Xícara de Café

Me sentei ao pé da cama para comer alguns biscoitos olhando o noticiário e tomando um forte café. A noite havia sito difícil, tanto quanto a realidade das famílias pobres que eram citadas na reportagem, e eu havia adormecido com lágrimas caindo lendo aquele livro que ele me dera de presente de final de ano. O motivo pelo qual eu chorava? O bendito livro falava sobre escolhas e valores. Minha escolha era ele, só ele. Mas o menino moço preferiu partir, sem me explicar direito o porquê, sem ligar para dizer “Adeus”, sem levar as partes dele que estavam e ainda estão aqui e que me fazem lembrar tanto de nossos momentos. E os meus valores, ah! esses as vezes eram um tanto confusos. Eu me ama, sim, mas eu o amava acho que até mais do que a mim mesma. Amava cada batida do coração dele e o formato que seus lábios tinham quando sorria. Eu talvez tenha perdido meu amor próprio, para podê-lo amar mais que o possível. Pensando em tudo isso reparei que lágrimas descriam por meu rosto devagar e caíam leves na minha xícara de café. Creio que foi nesse instante que eu decidi que precisa, necessitava, mudar minha vida, fazer nossas escolhas, decidir meus valores e planejar meu futuro, mesmo que eu já tenha feito isso antes. As coisas não darem certo não pode ser um motivo para que eu pare, pois a vida lá fora continua e minha felicidade não pode ficar para trás.

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