quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

“Não está doendo. Não dói mais.”



Eu vou sorrir pra esconder a dor — de novo. Todos os dias eu repito incansavelmente a frase: “Não está doendo. Não dói mais.” — e tento acreditar. Eu não percebo o quão inútil isso é. Mas eu não vou dar o braço a torcer, não posso perder para mim mesma! Eu vou continuar sorrindo e dizendo que não está doendo, talvez um dia eu chegue a acreditar que realmente está tudo bem. Talvez um dia tudo esteja realmente bem, nos eixos. A propósito, faz tempo que as coisas estão fora do eixo. Faz tempo que minha alegria é momentânea — do tipo que dura uns cinco minutos e depois se transforma em tristeza. E sabe, eu me acho fraca por não conseguir me fazer feliz; não é tarefa alheia colocar um sorriso no meu rosto, é tarefa minha! Se eu quisesse — ou melhor, se eu fosse forte o suficiente eu não estaria nesse poço sem fundo. Não estaria sentindo essa dor agonizante. Bem, é o que eu acho. Eu não sei onde buscar forças. Todas minhas fontes, simplesmente secaram. Eu me vejo fraca, fracassada mais uma vez. E continuo fingindo que está tudo bem, não me ajudo, não permito que os outros me ajudem. E é por isso que eu estou tão fraca — porque não permito que ninguém me fortaleça.

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