terça-feira, 29 de julho de 2014

Mulheres de bom gosto, não gostam de machos primitivos que arrastam moçoilas pelas madeixas. Mas amam os que as conduzem gentilmente como em uma pista de dança. Odiamos mau-humor, brutalidade e ignorância. Mas isso não quer dizer que não admiremos a virilidade. Essa nos encanta. O modo como ele roça a barba em nosso pescoço enquanto sussurra pedidos, o jeito como caminha sem medo e nos observa de um jeito só seu. Os elogios inesperados enquanto falamos casualidades, o modo como encosta seu rosto no nosso, como se para furtar pensamentos. Homens gentis são absurdamente sensuais. Há quem os confunda com os melosos, grudentos e “ tridents “ da vida, que colam e descolam com uma facilidade tamanha. Não digo esses, mas sim os que sabem valorizar os atributos de uma mulher, sem ousar vulgarizá-los. Sabem dispor de seus desejos em situações pertinentes. Não fingem ser personagens fictícios apenas para ensaiar seu ato e depois partir. Eles conquistam. Investem nas sutilezas escondidas pois confiam em sua sensibilidade. Sabem expandir seus maiores sorrisos e dividir os maiores instantes. Não a comparam com outras mulheres, pois veem em sua amada notória singularidade. Não se importam com clichês sociais, disse-me-disse e quaisquer outras rotulações. São homens livres mas fieis ao que sentem. Que servem não somente para abrir a tampa do refrigerante light que você não bebe, mas também para descortinar esse coração apertado, que tá quase sem ar, já cerrado há um tempo, e que não vê a hora de ser violado.

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